A roupa de ver Deus
Postado: 11 janeiro 2017 19:00h
Autor: Richard Simonetti
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Vão longe os tempos em que terno com gravata faziam parte do cotidiano masculino.

No cinema, nos bancos, no comércio, em reuniões sociais, ninguém estaria “decente” sem a tira de pano ao redor do pescoço, camisa de colarinho duro, convenientemente coberta pelo indefectível paletó.

O rigor era tanto que em alguns locais forneciam-se surradas gravatas por empréstimo para os desleixados.

A moda feminina era mais flexível, mas sempre pautada por vestuário recatado: impunham-se saias longas, vestidos sem decote, ombros cobertos…

Hoje tais rigores estão superados. Vivendo num país tropical, de tórrido verão, é inconcebível usar tanto pano, com os inconvenientes que lhe são inerentes:

  • Suor excessivo,
  • Calor sufocante,
  • Mal-estar,
  • Um certo odor que nos fere as narinas…

Não obstante, há limites a serem observados.

É preciso algum cuidado, evitando converter o espaço urbano em extensão dos campos de nudismo, num retorno imprudente ao naturalismo inocente de Adão e Eva.

Disciplinas devem ser observadas, particularmente nos templos religiosos.

A atenção dos fiéis não pode ser desviada ou perturbada pela exposição dos delicados atributos femininos ou da desprazível pilosidade masculina.

A participação em atividade religiosa é um momento solene.

Direta ou indiretamente, estamos buscando a comunhão com o Senhor Supremo, Nosso Pai.

É de bom-tom que estejamos convenientemente trajados.

Algumas correntes religiosas até exigem de seus profitentes os mesmos rigores que havia no passado em relação ao cotidiano.

Impõem a “roupa de ver Deus “.

Há algum exagero. Forçoso reconhecer, entretanto, que algo é inadmissível: ostentar no recinto consagrado à atividade religiosa a mesma descontração com que comparecemos à praia ou ao balneário.

Esse principio vale para o Centro Espírita. Nele temos:

  • A escola abençoada…
  • O hospital das almas…
  • A oficina de trabalho…

E também o recinto sagrado onde buscamos a comunhão com a espiritualidade.

O templo de nossa fé.

Imperioso, portanto, que respeitemos o Centro Espírita e o que ele representa, guardando em suas dependências um cuidado fundamental.

Sobriedade no vestir!

Richard Simonetti – Livro: Por uma vida melhor

Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã.

— Chico Xavier, livro Indicações do caminho